quinta-feira, 24 de maio de 2012

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terça-feira, 22 de maio de 2012

ENTREVISTA DO ARABA IFAYEMI ELEBUIBON - DE OSOGBO/NIGÉRIA

IYAMI A GRANDE MÃE

IYAMI A GRANDE MÃE

A virtude de poder trazer filhos ao mundo que têm as mulheres, um fato quase mágico, maravilhoso que as acerca ao divino, é e foi também motivo de temor em muitos povos antigos, algo que era inexplicável, pelo qual as mulheres sempre foram vistas como possuidoras de certo poder especial. Fala-se da famosa "intuição feminina", mas, mais do que nada, em todas as culturas há uma tendência a transformá-la em "bruxa", no sentido de crer que tem poderes inatos para comunicar-se com forças além do alcance do entendimento do homem. O mito da "bruxa" que voa na vassoura acompanhada por pássaros macabros é quase mundial, com pequenas diferenças segundo o lugar do mundo do qual falemos.
Também se relaciona a fecundidade com o misterioso sangue menstrual, que é a marca que pauta a conversão da menina numa mulher, daí em mais será considerada também uma Iyami, aquela que em qualquer momento deixará de ter a regra, inchando-se o ventre, revelando que tinha em seu interior a "cabaça da existência", o caminho pelo qual todos vêm do Orun para o Aye. Mais para confirmar dita transformação em "mulher" levam-se a cabo os "ritos de passagem" nos que as meninas-mulheres estarão isoladas durante vários dias, alimentadas e vestidas de um modo especial, onde conhecerão todos os segredos relacionados com as mulheres, os que serão devidamente dados pelas anciãs de sua comunidade.
Os ritos assegurarão entre outras coisas que seja possuidora de uma "cabaça” fértil e o alinhamento de seu lado espiritual feminino com seu corpo, convertendo-a numa mulher em todo sentido. Há ao final uma apresentação em público das garotas que deixaram atrás a etapa da meninice, para que os homens lhes tenham em conta no momento de querer escolher uma esposa. A palavra Iyami por si só, em realidade não identifica à mulher com o lado escuro de seu poder, muito pelo contrário é um modo de exaltar e homenagear sua capacidade de engendrar apelando a seu lado protetor maternal, pois significa: "Minha mãe". Esta forma de referir-se a qualquer mulher expressa um sentido de reverência àquela que serve de ponte entre os antepassados e os vivos, bem como também reflete seu importante papel maternal. Desse modo todas as divindades femininas são chamadas também Iyami, mais não no sentido de "bruxas" senão por tratar-se de uma homenagem verbal às grandes MÃES ESPIRITUAIS.

Embora a mulher seja fértil (ao menos em teoria por ter a regra), não se lhe considera apta para encarregar-se de certos aspectos importantes dentro das religiões africanistas. Por muitos motivos, os principais não podem revelar-se aqui por tratar-se de um conhecimento que só devem possuir sacerdotes que adquiriram certo status na comunidade. Mais algumas razões práticas têm a que ver com o atendimento constante que requer o culto e uma mulher não pode dedicar-se por inteiro ao mesmo já que segue tendo a regra, pois devem abster-se do contato com as divindades durante esse período e no caso de ficar grávida, durante os últimos meses, o parto e a posterior quarentena (sem contar que depois por vários meses todo seu atendimento deve ser para o bebê).
Quando se fala de Iyami Osoronga  muda bastante o conceito antes exposto, pois se refere ao mito sobre o poder feminino associado às AVES a partir de certas espécies que atracaram a mente do homem por sua rareza ou comportamentos macabros. Ainda que também não isolado das mulheres ou dos Orisas o mito IYAMI se relaciona com estas por seus estômagos, mais precisamente com seu útero, ao qual sempre nos referimos como IGBA IWA (a cabaça da existência). Trata-se da comparação metafórica entre um ovo fecundado e a barriga da mulher grávida, onde se costuma dizer que a mulher tem o “poder do pássaro encerrado na cabaça”. No útero da mulher não se vê a simples vista ao bebê, mas sim se sentem seus movimentos, enquanto no ovo (de uma galinha, por exemplo) não se aprecia o movimento, mas se pode ver a depois de luz ao filhote, em ambos os casos se pode apalpar a fecundidade e o surpreendente poder "mágico" que isto implica.
O mito IYAMI AYE então, não é o culto às mulheres bruxas nem às aves macabras, senão que é a associação mágica e metafórica entre o poder feminino da fecundação e o poder místico de algumas aves noturnas (principalmente) que somado a certos temores e sentimentos negativos dos seres humanos cria no espaço etéreo os Espíritos Coletivos das Eleye (donos das aves) ou IYAMI AJE (Minha mãe feiticeira) ou mesmo IYAMI OSORONGA, todas estas denominações que aludem ao mesmo.

Estes espíritos são impessoais, nunca tiveram corpo humano nem o terão, fazem parte do homem e a natureza ao mesmo tempo, espécie de "parasitas" que aparece junto com o homem no mundo por causa de sua existência, não têm consciência, SÃO ALIMENTADOS PELA IDÉIAS MALIGNAS E OS TEMORES, por isso se tornam consideravelmente perigosos no plano astral. Podem ter sexo masculino ou feminino e sempre vem em casal, representando o equilíbrio, a dualidade existente em todos os planos, inclusive no de nossos próprios temores mais escuros.
A crença popular Yoruba se crê que têm forma humanóide com plumas, mais nunca se representam em imagens ou gravuras, só se intui seu poder através dos pássaros, os que majoritariamente são usados como símbolos nas bengalas metálicas (OPA OSUN) dos Babalawos ou nas coroas dos OBAS, representando que o possuidor tem a autoridade para acalmar-lhes e que para ganhar tal titulo primeiro teve que render homenagem ao Poder Feminino. As IYAMI AJE atuam sob a supervisão de OSO e têm estreita relação com outros Orisá como Ogun que é o dono dos sacrifícios e quem provê o sagrado líquido pertencente à Eléye.
Quando há uma influência negativa por parte dos Eleye masculinos se diz que são os Oso quem estão trabalhando na contramão da pessoa, ainda que nunca haja um culpado externo responsável destes ataques, pois em verdade sempre é a própria pessoa que muitas vezes ganha "o castigo" através de seu comportamento. As Eleye  são executoras da lei num sentido inverso, isto é, procurar o bem a partir do mau.
TODA PESSOA QUE TENHA CERTA INCLINAÇÃO ÀS CARACTERÍSTICAS NEGATIVAS PARA OS DEMAIS ESTÁ ALIMENTANDO ESTAS FORÇAS E AO MESMO TEMPO ANTEVENDO O MAU PERIGOSAMENTE, O QUE EM LONGO PRAZO  FAZ COM  QUE A PRÓPRIA ENERGIA NEGATIVA DA PESSOA SE CONVERTA EM SEU PRÓPRIO JUIZ, IYAMI OSORONGA POSARÁ SUAS PATAS EM CIMA DE SUA CABEÇA.

Não há nenhum ebó capaz de vencer o trabalho destes Espíritos, o único que se pode no máximo é APAZIGUAR-LHES e isso é porque "vivem" em nossas entranhas, em estado latente.
SUA FUNÇÃO SE TORNA IMPORTANTE, POIS APESAR DE SER "INIMIGAS" DAS PESSOAS TENDEM A REGULAR O COMPORTAMENTO DO SER HUMANO ATRAVÉS DE SEUS MEDOS. QUEM DESEJA QUE IYAMI OSORONGA NÃO SE TORNE UM OBSTÁCULO EM SUA VIDA DEVE FREAR OS SENTIMENTOS DE INVEJA, CIÚMES, RANCOR, BEM COMO QUALQUER PENSAMENTO NEGATIVO PARA SEUS SEMELHANTES.
Crê-se que as IYAMI se reúnem em assembléia numa mesa presidida por  OSO, onde  se conspiraria e especularia sobre as maldades a realizar enviando os AJOGUN após o questionamento se foi feito  ou não os *ebó marcados por Babalawos através de Ifa. Deste modo servem de reguladores do comportamento frente às dívidas geradas ante as divindades, por causa de ter rompido o equilíbrio existente de alguma maneira seja numa vida anterior ou na presente.
A IYAMI AYÉ pertence toda sangue derramado na terra e também são quem controlam o sangue menstrual a que quando aparece revela a presença próxima destas criaturas, o que explicaria AS DORES TÍPICAS E O COMPORTAMENTO HISTÉRICO QUE COSTUMA TER AS MULHERES NESSA ETAPA. Isto também é outra razão pela qual nos sacrifícios para Orisá o sangue não deve tocar a terra - existindo um método ritual que evita isso - e por que a mulheres com sua regra devem manter-se afastadas do culto. Ao suceder qualquer das duas coisas ou ambas, seria um tabu e a cerimônia estaria quebrada, devendo conferir ao oráculo por alguma solução.
Costuma-se oferecer-lhes preferencialmente as vísceras, pois se considera que é sua comida favorita, as que se preparam sempre depois de qualquer sacrifício para os Orisá de um modo especial e são apresentadas em pratos de barro forrados com EWE LARA (FOLHA DE MAMONA). Os etutus (OFERENDAS) para IYAMI são conhecidos como IYALA e significa "que o mal desapareça". Se lhes oferece também, durante qualquer sacrifício, um  EKO (MASSA DE FARINHA DE MILHO BRANCO) que serve para proteção, pois as acalma quando é despejado na terra, este representa o poder feminino, pois entre outros ingredientes leva: plumas - simbolizam muitos filhos e proteção; sangue - representa a menstruação e a vida.
Presume-se que a palavra AJÉ utilizada como "bruxa" prove da contração de IYA JE (a mãe que come) aludindo a seu voraz apetite, sempre atraída pelo cheiro a sangue e  vísceras ela pode vir sob a forma de mosca, pássaro, gracioso ou inclusive outros animais.




Autor desconhecido
Adaptação: Ifakemi

ITAN DE IWORIROSUN - COMO OXUN SE TRANSFORMOU EM ESPOSA DE ORUNMILÁ


 
ITAN DE IWORIROSUN
COMO OXUN SE TRANSFORMOU EM ESPOSA DE ORUNMILÁ

Foram os adivinhos de Ijexá que, depois de consultarem Ifá para Oxun, encontraram este Odu e determinaram que ela seguisse a pé em direção à cidade de Ijebu, partindo de Ijexá, seu reino. Ela deveria seguir sozinha e não podia levar nada mais que as roupas de seu corpo e uma pequena cabaça aberta no pescoço.
No caminho, sentiu fome
e vendo uma galinha com seus três pintos, resolveu capturá-la para lhe servir de alimento. A galinha, entretanto, conseguiu fugir e Oxun conseguiu a penas pegar os três franguinhos.
Sem possuir faca, a Iyagba arrancou, com as próprias mãos, as cabeças de cada um dos pintainhos derramando o sangue das avezinhas sobre a terra. Em seguida, Oxun recolheu e terra empapada com o sangue dos pintos e guardou-a na pequena cabaça que portava.
Foi quando assava as aves que surgiu Exu e Oxun, mesmo atormentada pela fome, ofereceu-lhe os pintinhos assados, pedindo que a acompanhasse no restante da jornada.
Exu, depois de comer a oferenda feita por Oxun, seguiu com ela e, logo adiante, encontrou a galinha fugida que, capturou, matou e ofereceu a Oxun, retribuindo assim a gentileza.
Alimentados e fortalecidos, caminharam os dois, rumo ao local onde a Orixá iria encontrar o seu destino.
Chegando em Ijebu, sem saber que o rei do local estava em guerra com o rei do país vizinho, entraram descuidadamente na cidade e logo foram capturados pelos guardas, suspeitos de serem espiões.
Levados à presença do ministro do rei, protestaram inocência em vão, pois acabaram sendo sentenciados à morte.
A notícia chegou aos ouvidos do rei, cujo nome era “Eleri Ipin” (*) que, curioso, quis ver de perto a espiã que, segundo diziam, era dona de beleza inigualável. Queria conhecer a jovem e seu servidor, que tiveram a coragem de vir fazer espionagem em seu reino.
Quando Oxun chegou na presença do rei que almoçava sentado em sua esteira, tratou logo de tirar os sapatos para, em seguida, sentar-se diante de sua majestade.
Uma vez acomodada, Oxun deixou cair sobre a esteira, sem que ninguém notasse, um pouco da terra com o sangue dos pintos sacrificados para Exu, que ela havia recolhido numa cabaça.
“Quem és tu?” Perguntou o monarca sem olhar no rosto da prisioneira.
"Sou Oxun, rainha de Ijexá, filha de Obatalá, e este é Exu, meu amigo e companheiro”.
Foi então que, encantado com a doce voz da mulher, o rei resolveu fitar a sua face.
Quando seus olhos depararam com os de Oxun, sentiu-se inebriado. Jamais havia visto olhos tão belos, dourados como o mel! O rei sentiu uma forte emoção e uma paixão incontrolável tomou de assalto o seu coração.
“O que fazes no meu reino? Não sabes que estamos em guerra com o país vizinho?” Perguntou.
“Estava apenas em busca de meu destino...” - respondeu a jovem -...” nada sei de guerras e nunca me envolvi em nenhuma”.
“Por que tirastes os sapatos antes de pisar em minha esteira?” - continuou o rei.
“Aprendi com meu pai que nas esteiras não se pisa com os pés calçados porque é sobre elas que os reis comem e dormem”.
Imediatamente o rei chamou à sua presença os seus ministros aos quais falou:
“Esta mulher, assim como seu acompanhante, são inocentes do crime de espionagem e não devem ser executados como determinou o primeiro ministro. Ordeno que sejam recompensados pelas injúrias sofridas e os convido a permanecerem no palácio, ela como minha esposa e ele como meu conselheiro”.
Foi desta forma que Oxun ficou sendo a primeira APETEBI (esposa de Orunmilá) e Exu seu fiel companheiro.


(*) O termo “Eleri Ipín” usado como nome do rei significa “Testemunho do Destino” e é um dos títulos honoríficos de Orunmilá, relacionado a uma de suas principais atribuições.


SOLTE A CORDA


SOLTE A CORDA

Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele resolveu depois de muitos anos de preparação, escalar uma grande montanha. Mas ele queria a glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria natural no caso de uma escalada dessa dificuldade.
Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde, porém ele não havia se preocupado para acampar, resolveu seguir a escalada decidido a tingir o topo.
Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha, e não era possível mais enxergar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de visibilidade, não havia lua, e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens.
Subindo por uma “parede” a apenas 100m do topo ele escorregou e caiu...
Caia a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada vez mais rápido na escuridão, e sentia s terrível sensação de ser sugado pela força da gravidade. Ele continuava caindo... E nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente todos os momentos felizes e tristes que ele já havia tido em sua vida...
De repente ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade...
Como todo alpinista experimentado, havia cravado estadas de segurança com grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura.
Nesses momentos de silêncio, suspenso pelos ares na completa escuridão, em intensa névoa, não sobrou para ele nada além do que gritar:
Ó MEU DEUS ME AJUDE!
De repente uma voz grave e profunda vinda do céu respondeu:
QUE VOCÊ QUER DE MIM MEU FILHO?
Salve-me meu Deus, por favor!
VOCÊ REALMENTE ACREDITA QUE EU POSSA TE SALVAR?
Eu tenho certeza meu Deus!
ENTÃO CORTE A CORDA QUE TE MANTÉM PENDURADO...
Houve um momento de silêncio e reflexão.
NÃO. SE EU FIZER ISSO, CAIREI... NÃO SEI A QUE ALTURA ESTOU.
O homem se agarrou mais ainda à corda e refletiu que se fizesse isso morreria...
Conta o pessoal do resgate que no outro dia encontrou um alpinista congelado... Morto... Agarrado com força... Com as suas duas mãos a uma corda...
ESTAVA SOMENTE A 2 METROS DO CHÃO...
E VOCÊ?
Está segurando firmemente sua corda?
POR QUE VOCÊ NÃO A SOLTA?
VC CRÊ EM ELEDUMARE? CRÊ EM ORUNMILÁ?
CRÊ EM ORISÁ ? CRÊ EM ESÚ???

ENTÃO...SOLTE A CORDA !!! ...

terça-feira, 15 de maio de 2012

ADVENTURES OF OBATALÁ


 ADVENTURES OF OBATALÁ

ARABA IFAYEMI ELEBUIBON

OSOGBO - NIGÉRIA

Foi Obatalá que introduziu os dias da semana (ojo ose) para os devotos dentre vários orixás. O dia de semana é importante. É um dia especial onde os devotos guardam o descanso. Eles limpam o templo, fazem rezas, e depois fazem oferendas para os orixás. Songo, Ogun, Oyá, Osun, Ifá e todos os outros têm seu dia da semana. Eles também têm dias especiais separados dedicados a eles. Alguns compartilham o mesmo dia juntos. Seguindo o dia da semana de Orishaala (Ose Orisa), está o dia de Ifá. Osun divide esse dia com Orunmilá. O terceiro dia é de Ogun (Ose Ogun) e o quarto dia é Jakuta, o dia da semana de Songo. Mas no princípio, os dias da semana não tinham nomes. Foi Orunmilá que dirigiu-se até Olodumare para obter os nomes dos dias e trazê-los para a terra. É por isso que é dito:
É Ifá que é o dono do hoje
É Ifá que é o dono de amanhã
Ifá é o dono de todos os quatro dias criados para os orisas neste planeta. Em um parágrafo do Oriki de Obatalá, uma das filhas de Obatalá perguntou a ele, “Como podemos saber os nomes dos dias?”, Orishaala disse:
Pegue um dia da semana para Oosala
Pegue outro dia para Ogun
Separe outro para Jakuta, Songo
O que sobrar é para Awo, Orunmilá.
Foi Orunmilá que trouxe os nomes dos dias para a terra, enquanto Obatalá estabelecia os dias da semana.
Ojo Aje (segunda-feira) é o dia em que Aje (dinheiro), junta-se a todos os orixás na terra, e é conhecido como o dia do dinheiro. Portanto, é o dia em que negócios devem ser começados, ou outros assuntos que envolvem dinheiro devem ser empreendidos. Ojo Isegun (terça-feira) é o dia da vitória. Este é o dia em que todos os poderes maléficos foram derrotados. É um bom dia para começar tudo que leva ao bem, e o melhoramento da vida. Ojo Riru (quarta-feira) é o dia em que os problemas entraram no mundo. É um dia de confusão. Ojobo (quinta-feira) é o dia em que os nomes dos dias da semana chegaram. É um dia calmo. Acredita-se que é o dia em que os ancestrais visitam seus parentes. Por esse motivo é que todos os festivais começam em Ojobo. Ojobo Eti (sexta-feira) é o dia do adiamento. Acredita-se que qualquer coisa que uma pessoa tenha para fazer nesse dia deve ser adiado, ou não dará certo. É por esse motivo que negócios ou viagens não devem ser iniciados nesse dia. Abameta (sábado) tem os mesmos atributos da sexta-feira. Ojo Aiku (domingo) é o dia em que Orunmilá prometeu vida longa (aiku) ao povo na terra. Foi dito a ele que fizesse um sacrifício, mas ele recusou-se.
Orunmilá queria que todos os seus devotos tivessem vida longa e não morressem. Quando ele foi a Olodumare, o ser supremo, para pedir por vida longa, mas foi o mesmo Orunmilá que rebatizou esse dia como o dia do descanso (Ojo Isinmi). Há uma história no Odu Ifá Oseoloshun que conta como isso aconteceu;
Havia um mercado em Ajaaeremi que atraia tanto a orixás quanto seres humanos, porque os artigos lá eram baratos, e o comércio era muito ativo. Esse mercado acontecia uma vez por ano, e muitos que tiveram a oportunidade de ir lá para barganhar ficaram ricos.
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 Elegbara era o guardião do portão do mercado de Ajaaeremi. Sua mãe era Imi. Uma vez que todos iam lá para barganhar, Orunmilá também tinha a intenção de ir a esse mercado. Antes de sair, ele jogou, e fez um sacrifício, e foi avisado que se aparecesse qualquer obrigação pelo caminho, ele não deveria rejeitar.
No caminho, Orunmilá encontrou Imi, mãe de Elegbara, que era velha, e estava à beira da morte. Ela suplicou a Orunmila que fizesse o favor de cuidar dela, e finalmente acabou morrendo em suas mãos. Ele a sepultou e procedeu em executar todo o ritual do funeral para ela. No sétimo dia, o último dia da cerimônia do funeral, o mercado de Ajaaeremi já havia finalizado. O portão estava fechado. Elegbara e todas as outras pessoas estavam retornando para seus lares quando encontraram Orunmilá executando o ritual final para Imi. Elegbara ficou tão feliz, que recompensou Orunmilá com muito dinheiro, roupas, cavalos e servos. Isso tornou Orunmilá rico. Sua riqueza súbita impressionou muitas pessoas. Eles o questionavam, quando foi que se tornou rico?  E ele disse:
Desde que sepultei Imi para seu descanso
Eu comecei a ter dinheiro
Desde que sepultei Imi para seu descanso
Eu tenho paz de espírito...
E Orunmilá disse isso desde então, e ele batizou aquele dia como o dia do descanso (Ojo Isinmi), o dia em que Orunmilá sepultou Imi, a mãe de Elegbara. Foi assim que obtivemos o nome do dia Ojo Isinmi (domingo).
Se um casamento acontece em Jakuta, o dia da semana de Songo, o casamento não será bem sucedido. O casal brigará, e possivelmente separará logo após. Portanto, também, um casamento no dia da semana de Oosala não será bom, porque a mulher será constantemente doente. Ela poderá ter que esperar um longo período antes de poder ter qualquer filho. O dia de Ogun também é notório por ser um dia insatisfatório para casamentos. Apenas o dia de Ifá, que também é o dia de Osun, é bom para casamentos. O dia da semana de Obatalá é para rituais funerais, de modo a trazer um fim para a calamidade da morte. O calendário diário é de suma importância para o povo Yorubá. É por esse motivo que os Yorubá não tomam decisões importantes sem antes consultar a Ifá e pedir ao Babalawo para observar o dia e a semana para se ter um bom começo.       

segunda-feira, 14 de maio de 2012

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ELENINI - O NOSSO GRANDE INIMIGO

É MUITO IMPORTANTE VC LER ESTE TEXTO. EIS MEU PARECER SOBRE ELENINI, E OS CUIDADOS COM ESSA ENERGIA NO NOSSO DIA A DIA.

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ELENINI - O NOSSO GRANDE INIMIGO

FALAR DE ELENINI É FALAR DE UMA FORÇA QUE É TÃO ESPECIAL, MAS RARAMENTE É MENCIONADO, MAIS POR MEDO DO QUE RESPEITO...

Enfim, existem vários níveis de poder. E aqui está uma participação muito especial.
São "AJOGUN", incluindo a perda, morte, doença, etc.
Então encontramos outro conceito que chamamos "ELININI" e que em parte esta no nível dos "AJOGUN”.
Os Ajogun são as forças malignas e muitas vezes é simplesmente traduzido e citado como "inimigos da humanidade".
Mas como você pode expressá-las?
De muitas maneiras, mas vamos falar claramente de "ELININI”.
ELININI é uma força gerada e perpetuada pela natureza finita dos seres humanos.
Agora vislumbramos nestes conceitos um pouco diferente, porque é basicamente a idéia da nossa cultura tradicional.
Se olharmos para a perda, doença ou qualquer manifestação negativa, dependendo do que Ifá nos diz, então, podemos estar a olhar para as coisas feitas pelo homem, e podemos corrigi-los, se a pessoa o quer.
ELININI é um acúmulo de forças negativas, o que poderia ser definido como os budistas fazem quando se referem a "karma".
ELININI tem um impacto negativo severo que é gerado pelo pensamento negativo, nas pessoas negativas que estão incentivando esse estado, é gerado na mesma pessoa.
O sagrado ODU IFA-OBARA ÒKÀNRÀN declara nos seus ensinamentos que "as cinzas no rosto dos desafortunados."
ELININI e AJOGUN são as cinzas.
ELENINI é o inimigo, o falso testemunho e o adversário que está ao redor de uma pessoa. E Deus nos lembra, do incômodo, a desunião, a discordância, em suma, tudo negativo.
ELININI existe no físico e metafísico.
Mas é como o ar, sentir isso, está lá, mas não vêem, e quando ele chega, ou quando ele está deixando o caos, prejudicando a mente, desengonçada.
É ELENINI a divindade mitológica da desgraça e do obstáculo que foi enviado por Eledumare para aniquilar as divindades que manteve um Aye com mau comportamento Em parte, outros aspectos do ser interior da pessoa como depósito.
ELENINI, ocupando o cerebelo, a partir do qual executa ações contrárias à verdadeira vontade do homem. ELENINI faz agir erradamente, com ações malignas atribuídas a ele ou com associações do mal.
Mas não é nenhum Orisa que você adora, porque é baseado no desconhecimento.
Em outros testes, juntamente ELENINI representa a totalidade ou Ayew Ibis, ou seja, todas as forças negativas ou mal.
ELENINI não é ESU, ou Orisá.
ELE É O GUARDIÃO DO SALÃO PRINCIPAL DE ELEDUMARE.
Seria, a grosso modo, como um “leão de chácara”, que existe para mostrar que você não pode entrar nesse salão da DIVINDADE maior, por ser impuro, desregrado, promiscuo, sem ética e sem moral.
Ele atrai você para armadilhas, para realizar atos maldosos, perder totalmente a sua noção de dignidade, e assim mostrar que nós não podemos partilhar do sagrado.
E assim, retornar a reencarnar tantas vezes quanto necessárias para cumprir nossos objetivos de CARÁTER.
Por isso que IWÁ é uma das coisas mais sagradas para o Yorubá.
ORI E ELININI residem no cérebro e outro no cerebelo, respectivamente.
TAMBÉM SUGERE QUE APENAS ORI TEM A FORÇA PARA SUPERAR OU CONTROLAR ELININI E IMPEDIR A SUA INFLUÊNCIA E TOMAR A PESSOA POR UMA ROTA DIFERENTE ESCOLHIDO ANTES DO NASCIMENTO.
ELENINI não recebem culto na Nigéria ou em qualquer outro lugar.
Porque só se combate a ELENINI cultuando ORI, e “praticando” o bom caráter (IWÁ RERE).
Portanto, não são as OFERENDAS de qualquer tipo que anula a ação de ELENINI.
UMA DAS SOLUÇÕES É EVITAR INDIVÍDUOS QUE TENHAM OU SOFRAM DESTE ATAQUE PARA NÃO ASSUMIR SUAS POSIÇÕES, BEM COMO LOCAIS ONDE ESSAS PESSOAS ESTÃO, E QUE PODEM NOS INDUZIR A SEGUIR O MESMO CAMINHO: O DO ATO ERRADO
ELININI pode ser detectado precocemente, pode ser tratado, mas não curado.
SE O ELININI ENTRA NA FASE FINAL, OU SEJA, NO SOBRENATURAL, ENTÃO A PESSOA ESTÁ EM APUROS.
ELININI é muito democrático, por não discriminar nenhuma pessoa ou posição. O sinal de sua presença é invisível, especialmente para os não iniciados, torna-se um estigma.
Os membros da família, especialmente os amigos mais próximos podem ser os portadores do mal, sem estar consciente disso.
ELININI falseia os fatos, e quando a pessoa percebe é tarde demais. A pessoa começa a perceber o que está acontecendo, mas é impotente.
Não haverá intercessão mística, e a qualquer momento a pessoa pode estar morto, ou matar, no pior caso, porque caso contrário, será condenado a um inferno pessoal marcado pela derrota, fracasso, desregramento, promiscuidade e ostracismo.
NA MAIORIA DAS VEZES SÃO QUESTÕES DE SEGUNDOS QUE NOS FAZEM SER MAUS.
VIDE OS CASOS RECENTES DOS “NARDONE”, OU O MAIS RECENTE, O RAPAZ “LINDEMBERG”.
E TODOS OS DIAS TEMOS ACESSO A CASOS DOS MAIS ESTAPAFÚRDIOS E HORRENDOS QUE OCORREM:
FILHOS MATANDO PAIS, AVÓS, ESTUPROS DE CRIANÇAS, E EM SUA GRANDE PARTE, POR PESSOAS SEM NENHUM ANTECEDENTE CRIMINAL.
Mas, agora, com os avanços da ciência ELININI está centrada em certos tipos de transtorno mental, doenças ou síndromes mentais e comportamentais, ao contrário de pessoas que gosam de uma boa saúde mental.
Em geral, causam sofrimento e prejuízo em importantes áreas do funcionamento mental, afetando o equilíbrio emocional, o desempenho intelectual e ajustamento social.
Através da história e das culturas têm descrito diferentes tipos de transtornos, apesar da imprecisão e as dificuldades de definição.
Ao longo da história, e até tempos relativamente recentes, a loucura não era considerada uma doença, mas uma questão moral, o fim da depravação humana, ou maldição e casos espirituais ou possessão demoníaca.
Após um início tímido, no século XVI e XVII, a psiquiatria passou a ser uma ciência respeitável em 1790, quando Philippe Pinel médico parisiense decidiu retirar as cordas para o doente mental, introduziu uma perspectiva psicológica e começou a fazer objetivos estudos clínicos.
A partir de então, e desde que se iniciou o trabalho nos centros especializados, se definiriam os principais tipos de enfermidades mentais e suas formas de tratamento.
Em todo ELININI, chega a este tipo de situação.
Porém se a pessoa não deseja educar sua situação, então estará seriamente afetado, a um grau clínico real, e para todas essas situações, Ifa nos dá as soluções.
ELENINI tem um único e exclusivo objetivo que é de frustrar as intenções de nosso Ori. ELENINI é interpretado e chamado como “O SENHOR DOS OBSTÁCULOS".
O Senhor dos obstáculos foi criado em harmonia com nós mesmos. Enquanto Ori reside no nosso cérebro, o senhor dos obstáculos encontra-se no cerebelo.
Esta força seria para nós a significar as provas do julgamento a utilizar em nossas vidas, evitando os diversos e variados obstáculos colocados antes de nós.
Por isso nos obrigaria a média das provas de bom senso para usar em nossas vidas, evitando os muitos e variados obstáculos colocados diante de nós.
Para vencer e derrotar ELENINI, nós devemos reforçar o caráter e viver na realidade constante, apegados a nosso Ori, única Divindade que realmente nos ajudará a realizar nosso destino.
Se decidirmos constituir um bom caráter, sem ego, sem malicia, com a verdade, sem viver e evitando os IBI (negativo – como excessos de bebidas, drogas, relacionamentos promíscuos, lugares onde essas ações imperam, e amizades nocivas), como já citei, sempre ao lado de nosso ORI, no sentido comum, obedecendo seus mandatos, cumprindo e aceitando o que IFA nos aconselha, estaremos vencendo as barreiras impostas por esta entidade em nossas vidas, e este vencimento de barreiras fará com que nós possamos construir um melhor e bom caráter.
Esta construção do caráter acarretará um crescimento forte que nos fará cultivar o bem, não só para vencer as provações e tribulações, mas para ajudar outras pessoas a fazerem o mesmo.
Na verdade, Ifa frequentemente nos ensina que para alcançar nossos objetivos teremos que vencer ELENINI.

ENTÃO, CULTUE SEU ORI, FORTALEÇA SEU ORI, ACATE AS RECOMENDAÇÕES DE IFÁ E SE AFASTE DE PERIGOS EM AGLOMERAÇÕES, BEBIDAS, DROGAS, PARA NÃO SER ATACADO E PERMITIR A AÇÃO DE ELENINI.
ISSO NÃO QUER DIZER QUE VC DEVA FICAR TRANCADO EM CASA E NÃO CURTIR A VIDA SOCIAL.
MAS ANTES DE IR PARA SUA FESTA, JOGUE COM IFÁ, PERGUNTE A ESU O QUE VC DEVE FAZER PARA SE PROTEGER DE ENERGIAS NEGATIVAS.
CONECTAR-SE AO SEU ESU BARA PARA QUE NOS ALERTE DE POSSÍVEIS PERIGOS À NOSSA VOLTA, COMO BRIGAS, TIROS, AGRESSÕES E DROGAS.
E QUE VCS TENHAM UM ÓTIMO DIA A DIA, E QUE PASSEM A CULTUAR ORI COM MAIS FREQUENCIA E CARINHO.

IRE O !!!

O QUE É ODU?

Esta é uma pergunta que, com toda a certeza, a maioria das pessoas não sabe responder.
Tenho verificado que poucos são aqueles que sabem definir corretamente “ODU”.
Costumo apresentar a questão deixando que cada um escolha, dentro das opções que se seguem, a definição correta de “ODU”.
Tente também.
A - Odu é uma entidade espiritual, com individualidade e personalidade própria como um Orixá.
B - Odu é um caminho que nos é apresentado durante uma consulta ao Oráculo de Ifá e que deverá ser trilhado para que se consume a consulta.
C - Odu é uma espécie de balizamento dentro do qual o indivíduo deverá vivenciar o seu destino no decorrer de sua vida.

Das três opções apresentadas a “A” é a única que está errada.
As opções “B” e “C” estão corretas. Se você escolheu uma delas, parabéns e, se escolheu as duas, melhor ainda!
Odu pode ser uma figura oracular que serve de orientação à uma consulta. É através desta orientação que o olhador buscará contatar o problema vivenciado pelo cliente assim como a forma de resolvê-lo, quer seja ritualisticamente, quer seja por intermédio de orientações comportamentais. Neste caso o Odu é trazido por Esú e, dentro de suas especificações estarão o problema e as formas de solucioná-lo.
Da mesma forma, pode ser uma espécie de balizamento onde encontram-se as orientações necessárias para que a vida da pessoa transcorra de forma equilibrada, sem grandes transtornos, tratando-se, aí, do Odu individual.

QUER DIZER, ENTÃO QUE ODU NÃO É UMA INDIVIDUALIDADE OU ENTIDADE ESPIRITUAL?

ODU NÃO É NENHUM TIPO DE ENTIDADE ESPIRITUAL!
Esta afirmativa nos leva a uma conclusão que joga por terra muita coisa errada que se faz em relação aos Odus. Se não são entidades, não podem ser cultuados, alimentados, agradados, assentados ou despachados.
Infelizmente, o desconhecimento dos verdadeiros fundamentos de Ifá induziram inúmeras pessoas à práticas erradas como as aqui referidas.
Odu não se assenta, despacha, alimenta ou presenteia.
ASSENTAR UM ODU É TÃO OU MAIS ABSURDO QUANTO ASSENTAR O SIGNO ZODIACAL DE ALGUÉM.
E quem já ouviu falar de alguma pessoa que despache o seu signo do zodíaco ou que lhe faça oferendas?

Um outro costume que tem proliferado entre estas pessoas é de oferecerem presentes e comidas a Obará no dia 06 do mês 06 (junho), achando que assim poderão adquirir fortuna da noite para o dia. Os Odus não possuem datas comemorativas e, se usarmos um mínimo de lógica, podemos provar isto.
Digamos que, a exemplo de Obará, resolva-se comemorar cada Odu nas datas cujos algarismos correspondam ao número de búzios que os identificam.
No dia 01 de janeiro (mês 01) comemoraria-se Okanran; no dia 02/02, Ejioko e, consecutivamente, iríamos comemorando, agradando e alimentando cada Odu até o dia 12/12 quando Ejilaxebora seria homenageado.
Parece perfeito, não?

Mas aí surge uma barreira!
Quando iríamos, então, comemorar Ejiologbon, Iká, Ogbeogundá e Aláfia se não existem os dias 13/13, 14/ 14, 15/15 nem 16/16?
Como vemos, tal procedimento é ilógico e não passa de uma invenção.
Da mesma forma, se os cálculos de data de nascimento que muitos fazem para determinar o Odu de alguém, não passa de uma grande tolice, prova de incompetência e desconhecimento dos mais elementares fundamentos de Ifá.
Para que, então, serviriam os jogos de búzios, OKPELE E IKINS?
Uma máquina de calcular seria suficiente para a prática oracular.
Obará não é melhor que qualquer outro Odu, da mesma forma que Odi não é pior. Não existem Odus melhores ou piores entre si, todos eles apresentam aspectos positivos e negativos, todos eles podem ser portadores de coisas boas ou más.
Não se faz ebó “para” o Odu e sim “através” do Odu, por isto Odu é também um caminho.
Os ebós determinados numa consulta serão sempre para ESÚ ou, eventualmente para um Orixá ou Egun.
Em suma, os Odus são abstrações às quais não se destinam cultos ou oferendas. São portadores de mensagens, indicações, orientações, aconselhamentos e determinações litúrgicas e comportamentais. Indicam quais são os Orixás do consulente, se a pessoa possui um cargo dentro da religião e que tipo de cargo é este.

Determinam as folhas litúrgicas ideais para cada indivíduo, suas interdições, vocações e tendências. São portadores, ainda, de ensinamentos religiosos e de orientações morais, sempre reveladas através de seus itans, contos ou poemas que compõem o corpo literário de Ifá.
O conhecimento sobre a matéria exige dedicação, pesquisa e estudos permanentes, despidos das alegorias e das sandices que foram criadas em relação a um assunto tão sério quanto sagrado.

ESTUDAR IFÁ É BUSCAR A SABEDORIA QUE DIFERENCIA O ADEPTO ELEITO POR ORUNMILÁ DO HOMEM COMUM.
SABER IFÁ É MAIS DO QUE SER ILUMINADO, É SER FONTE DE LUZ!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

VEJA O SIGNIFICADO DO SEU NOME.


VEJA O SIGNIFICADO DO SEU NOME.
MUITO INTERESSANTE.
VALE A PENA CONFERIR.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

ÀDÚRÀ ÒRÚNMÌLÀ PARA PEDIR QQ COISA




ÀDÚRÀ ÒRÚNMÌLÀ PARA PEDIR QQ COISA

O ÀDÚRÀ usado aqui foi tirado do sexto ODÙ de IFÁ que se chama ODÙ OWONRIN MEJI.  Este ÀDÚRÀ (prece) é para qualquer pessoa, empresa, cidade ou país que esteja sentindo falta de algo importante em seu processo de vida.  O algo que falta pode ser lucro financeiro, emprego, amor de homem ou de mulher, liderança.  Este ÀDÚRÀ é muito importante porque foi feito quando o próprio ÒRÚNMÌLÀ estava sentido falta de muitas coisas importantes na vida dele e este vazio o deixava deprimido, até que sua saúde ficou abalada e a morte estava por perto.  Aí então que ÒRÚNMÌLÀ fez este ÀDÚRÀ para resolver o seu problema:


ÒRÚNMÌLÀ BARA AGBONMIREGUN OKURIN KEKERE OKE IGETI ENTI O GBE AIYE TI O RI IPONJU TI O SI LO SI OKE AGBARANSALA LATI WE GBOGBO IPONJU RE NU ÒRÚNMÌLÀ NI AJE NI O PON NI LOJU ÒRÚNMÌLÀ PA LASE PE KI A SI ILEKUN KI OLOJO RERE WO ILEWA ÒRÚNMÌLÀ NI AYA NI O PON NI LOJU ÒRÚNMÌLÀ PA LASE PE KI A SI ILEKUN KI OLOJO RERE WOLE WA PELU AYA RERE ÒRÚNMÌLÀ NI OMO NI PON NI LOJU ÒRÚNMÌLÀ PA LASE PE KI A SI ILEKUN KI OLOJO RERE WOLE WA PELU OMO ALAFIA ÒRÚNMÌLÀ NI AI ROJU AI RAYE LO PON ILU LOJU ÒRÚNMÌLÀ PA LASE PE KI ASI ILEKUN KI OLOJO RERE WOLE WA PELU ITURA ATI IFE SI ARIN ILU ÒRÚNMÌLÀ NI AI NI ORUNGBOGBO NO PON NI LOJU ÒRUNMÌLÀ PA LASE PE KI A SI ILEKUN KI OLOJO RERE WO LE WA PELU EKUN OHUN GBOGBO ÒRÚNMÌLÀ NI AISA ATI ARUN NI BANI JA ÒRÚNMÌLÀ PA LASE PE KI A SI LEKUN KI OLOJU RERE WO LE WA PELU ALAFIA BABA ORO ÒRÚNMÌLÀ NI IJU NI KAN LEKUN ENI ÒRÚNMÌLÀ NI EWE DIDIMONISAAYUN NI YO DI IKU NA EWE DIDIMONISAAYUN NI YIO DI ARUN NA NI YIO DI OFO, EGBA ESE NA EWE DIDIMONISAAYUN NI YIO DI GBOGBO AJOGUN NA ÒRÚNMÌLÀ BARA, AGBONGIREGUN NI YIO GBE OHUN RERE KO NI ÀSÉ ÀSÉ

ÒRÚNMÌLÀ o dono de todas as sabedorias O pequeno homem da cidade de OKE IGETI Aquele que viveu na terra e passou por muitas dificuldades Aí foi para a montanha de AGBARANSALA Para se limpar de todas as sua necessidades ÒRÚNMÌLÀ diz que se é falta de lucros que nos perturba ÒRÚNMÌLÀ deu ordem para nós abrirmos nossas portas Para que a dona da chuva da bondade possa entrar ÒRÚNMÌLÀ diz que se é falta de uma esposa que nos perturba ÒRÚNMÌLÀ deu ordem para nós abrirmos nossas portas Para que a dona da chuva da bondade possa entrar com uma boa esposa ÒRÚNMÌLÀ diz que se é falta de um filho que nos perturba ÒRÚNMÌLÀ deu ordem para nós abrirmos nossas portas Para que a dona da chuva da bondade possa entrar com um filho saudável ÒRÚNMÌLÀ diz que se é tumulto ou desordem que perturba a cidade ÒRÚNMÌLÀ deu ordem para nós abrirmos nossas portas Para que a dona da chuva da bondade possa entrar com paz e amor na cidade ÒRÚNMÌLÀ diz que se estamos sentindo a falta de tudo ÒRÚNMÌLÀ deu ordem para nós abrirmos nossas portas Para que a dona da chuva da bondade possa entrar com todas as bondades da vida ÒRÚNMÌLÀ diz que se é doença e epidemias que nos perturba, ÒRÚNMÌLÀ deu ordem para nós abrirmos nossas portas, Para que a dona da chuva de bondade possa entrar com saúde. o pai de todas as riquezas ÒRÚNMÌLÀ diz que se é a morte que bate na nossa porta ÒRÚNMÌLÀ diz que é a folha de DIDIMONISAAYUN Que vai ajudar a evitar a morte, A folha de DIDIMONISAAYUN Que vai ajudar a evitar todos os males, Que vai evitar todos os prejuízos, epidemias e acidentes na vida. A folha de DIDIMONISAAYUN Que vai evitar as ações negativas em nossas vidas. ÒRÚNMÌLÀ o dono de todas das sabedorias, Que vai levar até nós todas as bondades da vida.


TODAS AS VEZES QUE DESEJARMOS ALGO A MAIS EM NOSSAS VIDAS PODEMOS SEMPRE USAR ESSA PRECE.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

COMPRENDENDO AS DETERMINAÇÕES ORACULARES



COMPRENDENDO AS DETERMINAÇÕES ORACULARES

Existe uma distância enorme que separa a postura do homem religioso da postura do homem racional.
O religioso é aquele que busca a compreensão de tudo o que diz respeito aos dogmas, procedimentos ritualísticos, liturgias e filosofia de sua religião, o que o diferencia também do fanático, que aceita qualquer coisa sem compreender e sem contestar.
O homem racional não busca a compreensão e sim o resultado. Para ele a religião, seja qual for, é uma butique de milagres onde os resultados pretendidos devem ser obtidos e, invariavelmente, em curto prazo.
O que não pode ser provado em laboratório, o que não lhe trouxer um resultado prático e positivo é, para o racional, considerado obsoleto e, como tal, jogado na cestinha das bobagens sem utilidade. O homem racional é, em essência, um cético e ateu, por conta de nunca haver-se provado a existência de Deus “in vitro”.
Creio que esta introdução pode servir para responder, em parte, aos diversos questionamentos da maioria das pessoas, e, claro, a alguns de nossos amigos que a este lêem.


De forma mais objetiva, já que tratamos com pessoas confessadamente pragmáticas, ou seja, que considera o valor prático como critério da verdade, eu diria que quando se tira um Odu regente, o que se pretende na verdade é buscar, em Orunmilá, os aconselhamentos e orientações para que se possa proceder de forma a assegurar que tudo transcorra bem a partir da execução de determinados procedimentos, sejam eles religiosos ou posturais.
Somente as pessoas crentes no poder de Orunmilá podem aceitar as orientações daí decorrentes e, segundo as mesmas, participar dos ritos, observar as interdições, seguir os aconselhamentos e oferecer os sacrifícios propiciatórios e defensivos determinados.


Não sendo assim, de nada adianta “sacar-se” um Odu para saber dessas orientações, e não segui-las, ou obedecê-las, e assim NÃO se beneficiar das orientações por ele trazidas.
Temos o grave defeito (humano, congênito, cultural e Geográfico), de culparmos aos Orisá, pela não realização de nossos anseios.
Costumo dizer que Orisá lê a mente e o coração de todos nós, e o que a boca fala, às vezes, não é o que o coração e a mente executam. E daí provém a não execução de alguns desejos nossos.
Ou a demora da realização dos mesmos.
Ou o atendimento, mas não da forma que desejaríamos.
Devemos ter a consciência de que estamos aqui na Terra para aprender, para evoluir, para recebermos as benesses de Orisá, mas não de graça. Temos um dever, mas sempre queremos apenas os direitos.
E quase sempre relutamos em executar os deveres conforme as determinações de Orunmilá.
Temos a pretensão de achar que sabemos mais que Orunmilá, que Orisá, e constantemente “botamos queda de braço” com Eles.
Ledo engano...
Na grande maioria das vezes fazemos o que queremos e também constantemente contra as determinações do Oráculo.
Achamos que os sacerdotes, por serem humanos como nós, nada sabem.
Achamos que as impressões, por ele apresentadas, são de sua autoria.
O que normalmente não é.
E aí...pagamos caro...e normalmente com dor, pela nossa descrença.
E mesmo assim, relutamos em crer em nosso sacerdote, em suas determinações fornecidas por Esú.
E culpamos aos Orisá, por tantas coisas, que chega a ser ridículo as colocações.
Mas tudo devido a nossa incompetência, a nossa negligência, a nossa falta de confiança e na falta de .

Mas, como homem estudioso de minha Religião, um Sacerdote que busca constantemente uma melhor evolução religiosa, cultural e litúrgica, crente na sabedoria de Orunmilá, creio que as orientações que Ele me fornece para minha proteção e das pessoas pertencentes ao meu Egbe, através do Odu, funcionam, como tem funcionado até hoje de forma muitíssimo satisfatória, para aqueles que seguem essas determinações, e que têm em Orunmilá, e em Esu, como seus orientadores e mentores espirituais.

E reafirmo aos que lêm a este, que busquem dentro de si mesmos as respostas, baseadas nos ensinamentos de Ifá.
Busquem aprimorar-se como seres humanos, como pessoas que estão em busca não só de bem estar material, mas sim na busca de IWÁ (caráter).
Que assumam seus compromissos assumidos diante de Ifá, e de Esu, e cumpram-nos, para obterem assim as tão desejadas benesses materiais.
Não adianta querer, e não fazer.
Não adianta falar para o Mundo, e não sentir dentro de si mesmo.
Não adianta teimar, e não seguir as determinações.
Não adianta receber, e depois descumprir o assumido.
Não adianta... pois ninguém engana a Esu !!!



QUANDO SE DAR E QUANDO RECEBER

Um sábio passeava pelo mercado quando um homem se aproximou.
Sei que és um grande mestre – disse.
Hoje de manhã, meu filho me pediu dinheiro para comprar algo que custa caro; devo ajudá-lo?
Se essa não é uma situação de emergência, aguarde mais uma semana antes de atender o seu filho.
Mas se tenho condições de ajudá-lo agora; que diferença fará esperar uma semana?
Uma diferença muito grande – respondeu o sábio.
– A minha experiência mostra que as pessoas só dão o real valor a algo quando têm a oportunidade de duvidar se irão ou não conseguir o que desejam.

Moral da história:
A vida freqüentemente nos ensina este ponto. Por isso é que muitas vezes as nossas orações demoram um pouco para serem atendidas.
 



segunda-feira, 2 de novembro de 2009

IROKO - ÁRVORE SAGRADA




IROKO


QUANDO FALAMOS DE IROKO, DEVEMOS LEMBRAR QUE O ÒRÌSÀ IROKO NÃO É UMA QUALIDADE DE SÀNGÓ COMO MUITOS COSTUMAM DIZER POR AÍ.
IROKO É UM ÒRÌSÀ FITOMORFO YORUBA, QUE NA ÁFRICA SEU OJUBÓ É EM UMA ÁRVORE, DENOMINADA ÌROKÒ (NÃO CONFUNDIR COM O NOME DA DIVINDADE) teca africana ou maogani (chlorophora excelsa-morácea).


JÁ NO BRASIL SUA ÁRVORE SAGRADA E TAMBÉM ASSENTAMENTO, FOI SUBSTITUÍDA PELA GAMELEIRA BRANCA (FÍCUS DOLIARIAM) QUE É CONSIDERADA ÁRVORE SAGRADA DESSE ÒRÌSÀ (NO BRASIL). ORIGINARIAMENTE ELE É UMA DIVINDADE JEJE ADOTADO PELOS YORUBÁ ASSIM COMO, BESEYN, AZAÚANI, NÀNÁ ENTRE OUTROS QUE TEM CULTO NO CANDOMBLÉ DE RITUAL KETU-ÈGBÁ E NÀGÓ-VODUN, SENDO ASSIM FALA-SE DESDE OS TEMPOS MAIS REMOTOS QUE ELE É DA FAMÍLIA DE OMOLU, POR SER DO MESMO TERRITÓRIO, O DAHOMEY, seu culto outrora, era feito em uma aldeia chamada Djá Popo, entre os jeje é chamado de Loko e Lokozun. SEU CULTO É MUITO POUCO DIFUNDIDO, POIS, NOS DIAS DE HOJE QUASE QUE IMPOSSÍVEL INICIAR ALGUMA PESSOA NO CULTO A IROKO. MAS AS FAMÍLIAS TRADICIONAIS DE CANDOMBLÉ AINDA MANTÊM SEU CULTO ASSIM COMO SEUS OJUBÓ.


O dia consagrado a esse òrìsà é a terça-feira, seus filhos antigamente usavam contas brancas rajadas de cinza com firmas de madeiras tiradas da própria árvore sagrada e também o LAGDIBÁ, suas insígnias são uma bengala de marfim e um espanador de palha da costa trabalhado com miçangas e búzios.
É RARO SEUS INICIADOS INCORPORAREM, POIS ESSE ÒRÌSÀ É MUITO VIOLENTO E É DIFÍCIL DE ACALMAR A SUA CÓLERA, ASSIM COMO DADÁ ELE RARAMENTE DESCE EM ALGUM DE SEUS INICIADOS.
Iroko é o òrìsà antigo, cultuado no Brasil na gameleira branca (em São Paulo num Ilè há um Iroko assentado ha muitos anos plantado). IROKO É A ARVORE PODEROSA ONDE SE DEPOSITAM OFERENDAS, ARVORE ONDE SEUS GALHOS ALCANÇAM O ORUN, E ONDE REPOUSA O OLOFIN. É ARVORE PARTÍCIPE DO CULTO ÀS GRANDES ARVORES (APAOKÁ, AKOKO ENTRE OUTRAS). É o Òrìsà que governa as grandes arvores, os espaço aberto, e o tempo. Corresponde ao Loko entre os jejes, onde no culto vodun ocupa lugar destacado comparado apenas à Lissá ,e Dan, corresponde também à Tempo entre os Bantos (nação angola).


IROKO É UM ORIXÁ ADAPTADO AO CULTO YORUBÁ. SUA ORIGEM É FON (JEJE) ONDE É CONHECIDO COMO LOKO, VODUN DE ALTÍSSIMA HIERARQUIA, FILHO DE NANÃ E IRMÃO DE SAKPATÁ E DE DANGBAGDA HUEDO.

Iroko é cultuado na árvore do mesmo nome o que não implica num culto filolátrico como possa parecer aos menos atentos. A questão de não se fazer mais este orixá no Brasil está diretamente ligada ao fato de seus fundamentos terem se perdido de tal forma que hoje chega a ser relacionado como uma "qualidade" de Sòngó.